Abstraction Lies

Video instalação 2015
Dimensões variadas


Vista geral da instalação na exposição Past projects for the Future, Dallas Contemporary, Dallas, EUA, 2016

A vídeo instalação, Abstraction Lies toma como ponto de partida o desenho arquitetônico do icônico Palácio do Congresso Nacional na capital federal do pais, Brasília. O prédio é reproduzido na instalação através de sombras criadas por um jogo infantil em frente a uma projeção de um céu revolto.

Alma Siedhoff-Buscher desenhou blocos de brinquedo para crianças na Bauhaus em 1923. Os blocos associam o papel do jogo como um instrumento educativo na primeira infância, enfatizando a educação como programa fundamental dentro da Bauhaus, que foi a escola mais influente da Século XX para pensar projetos de vanguarda envolvendo arte e arquitetura.

Quase quarenta anos depois, o arquiteto Oscar Niemeyer projetou o Palácio do Congresso Nacional, que foi inaugurado em 1960. O prédio consiste em um edifício principal, na horizontal, que serve de plataforma para as cúpulas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. O prédio e sua imagem é simbolicamente considerado como o maior símbolo da capital do Brasil. Brasília quando foi planejada representaria uma nova tradição na qual imperasse a racionalidade que, irradiando o desenvolvimento, retirasse o país do atraso, a urbe como protagonista da racionalidade, conduzindo-o o pais ao patamar de uma nação moderna.

A contradição entre estas duas imagens (o jogo infantil e a sombra que se faz referência ao Congresso Nacional) contidas nesta sombra, guardam um impasse sobre as utopias Modernas, seja a da Bauhaus que a construção da cidade de Brasília.

Cinquenta anos depois da fundação de Brasília, o que pode nos dizer o Congresso Nacional sobre as ideias que moldaram a cidade e sua relevância para os tempos distópicos em que vivemos hoje?